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PESQUISA DE LINFONODO SENTINELA EM MASTOLOGIA

Esta técnica é utilizada pelo IMEN há 11 anos, portanto temos uma curva de conhecimento e uma logistica altamente qualificada para o procedimento.

Dispomos de gamaprobes do tipo Europeu(EUROPROBE) americano(NEO PROBE) e latino(ALFANUCLEAR), à disposição do cirurgião.

A realização da biópsia do linfonodo sentinela proporciona menos efeitos colaterais do que a dissecação total dos linfonodos axilares, procedimento que sabidamente pode resultar em linfedema, perda de sensibilidade e outra morbidades duradouras. Estes são efeitos colaterais freqüentes para um procedimento que não encontra evidências de metástase linfonodal em cerca de 70% dos casos.
Por definição linfonodo sentinela seria o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática proveniente de um tumor, portando este serio o primeiro linfonodo comprometido. Admite-se que se o linfonodo sentinela estiver livre de metástase, os outros linfonodos também estarão livres. Por outro lado, o comprometimento do linfonodo sentinela pode indicar o acometimento de outros gânglios. O linfonodo sentinela permite que se obtenha informação acurada sobre o status linfonodal com um procedimento minimamente invasivo ( a retirada apenas deste e não de toda a cadeia linfonodal). Se o linfonodo sentinela for identificado e cuidadosamente analisado, ele prdiz se a axila está ou não comprometida.
A realização desse estudo é simples, primeiramente a paciente é encaminhada ao Serviço de Medicina Nuclear onde é orientada quanto ao procedimento. Segue-se com uma injeção intradérmica (no quadrante correspondente ao local do tumor) ou intratumoral de micropatículas (fitato) marcadas com Tecnécio 99m (componente radioativo) que seguem preferencialmente a drenagem linfática. Após algumas minutos são realizadas imagens estáticas do tórax em uma câmera de cintilação (gama câmera) para a identificação do linfonodo sentinela. A grande maioria dos linfonodos sentinelas localizam-se na axila, mas também podem estar localizados na cadeia mamária interna. Uma vez localizado e documentado o linfonodo, a paciente é encaminhada à cirurgia.
Durante a cirurgia, o gama probe (espécie de detector extremamente sensível à radioatividade) é utilizado e com a ajuda do médico nuclear é indicado o local correto da incisão cirúrgica para a identificação do linfonodo sentinela.
A principal indicação para a biópsia do linfonodo sentinela seria nos tumores únicos, iniciais, menores que 3cm e com axila clinicamente negativa. As mulheres classificadas em T1N0M0 seriam as mais beneficiadas, pois esta população na maioria das vezes tem a axila livre de comprometimento neoplásico. As contra-indicações, segundo o consenso da Sociedade Brasileira de Mastologia, são a presença de hematoma, cicatrizes extensas, plásticas de mama ou quimioterapia neoadjuvante.
 

Trabalhos recentes, principalmente meta-análises de vários centros institucionais europeus e americanos, mostram que nas indicações sobreditas a decisão de esvaziar o sítio de drenagem em função da positividade do linfonodo sentinela já está bem definida. Na pesquisa de linfonodos comprometidos em outros cânceres, como de tireóide, reto, vulva e de outros locais, há necessidade de investigações mais aprofundadas.

O uso do "Gama Probe" (aparelho portátil composto de sonda de detecção e sistema de registro digital da radiação gama) é um procedimento inovador na pesquisa do linfonodo sentinela. É multidisciplinar, na medida em que envolve mastologistas, ginecologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, além de radiologistas, patologistas e médicos nucleares familiarizados com o método.

 

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