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Alameda dos Buritis, nº 600, Centro - Goiânia - Goiás

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CINTILOGRAFIAS RENAIS E VESICAL

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A cintilografia renal estática com DMSA permite avaliação da função renal absoluta de cada rim. Está indicada nas patologias infecciosas agudas dos rins, na detecção de cicatrizes, nas ectopias renais, nos traumas, nos tumores, bem como na avaliação funcional de rins com patologia obstrutiva por estenoses e urolitíase.

A cintilografia renal dinâmica com DTPA ou EC está indicada para avaliar o fluxo, depuração, (filtração glomerular e/ou secreção tubular) e formação de urina, na suspeita de patologias obstrutivas, e em pacientes transplantados (fluxo).

Também está indicada na avaliação de pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica na suspeita de hipertensão renovascular (cintilografia renal com e sem captopril).

O que devo fazer antes do exame?
Clique sobre um dos links abaixo para obter mais informações sobre os exames:


• CINTILOGRAFIA RENAL DINÂMICA
• CINTILOGRAFIA RENAL COM DMSA

CINTILOGRAFIA RENAL DINÂMICA
- Não é necessário fazer jejum.
- Ao chegar para fazer seu exame, você deverá consumir pelo menos 500ml de líquido.
- Você receberá uma injeção intravenosa do material sob um aparelho que fará as imagens.
- Trazer exames relacionados (sangue, urina, ultra-sonografia, raio-x, tomografia, ...).
- Anotar o nome ou trazer os medicamentos que utiliza.
- Em caso de dúvida, estamos ao seu inteiro dispor, pessoalmente ou pelo telefone.


CINTILOGRAFIA RENAL COM DMSA
- Não é necessário jejum.
- Você receberá uma injeção intravenosa e realizará as imagens aproximadamente seis horas após.
- Neste intervalo de tempo (seis horas), você deverá tomar bastante líquido e urinar a vontade.
- Para que as imagens sejam realizadas, você será conduzido (a) a uma sala que contém um equipamento que não emite nenhuma espécie de radiação.
- Trazer exames relacionados (sangue, urina, ultra-sonografia, cintilografia, raio-x, tomografia, ...).
- Anotar o nome ou trazer os medicamentos que utiliza.
- Em caso de dúvida, estamos ao seu inteiro dispor, pessoalmente ou pelo telefone.

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PARA O MEDICO

NEFROLOGIA/UROLOGIA

Radiofármacos mais usados
Os mais usados são:
• DTPA- (Ácido dietileno triamino pentacético-). É filtrado pelos glomérulos, sendo o mais utilizado no nosso meio por sua maior disponibilidade e menor custo.
• MAG3- (Mercaptoacetiltriglicina-). É depurado por secreção tubular e possui uma alta fração de extração pelos rins. É recomendado em pacientes com função renal diminuída e neonatos (imaturidade renal), devido à melhor qualidade das imagens.
• DMSA-. (Ácido dimercaptosuccínico-). Esse radiofármaco liga-se principalmente nas células dos túbulos proximais. Ocorre, portanto, uma grande captação do traçador pelo córtex renal (taxa córtex/medular 22:1) e, como é pouco excretado, permite imagens de ótima resolução do parênquima renal.
– Observação: na acidose tubular renal e nas tubulopatias ocorre diminuição da concentração tubular do DMSA- e aumento de sua excreção na urina, diminuindo significativamente os valores de função renal absoluta.

Indicações, traçadores mais usados e achados cintilográficos
• Pielonefrite aguda: DMSA-.
– Pode aparecer como defeito focal único ou múltiplo na captação cortical do traçador, com preservação do contorno renal, sem redução do volume renal ou da espessura do parênquima. Pode também ocorrer aumento do volume da área afetada ou aumento global do rim com múltiplos defeitos.
• Cicatriz renal (pielonefrite crônica): DMSA-.
– Associada a contração renal pode apresentar-se como um afilamento, achatamento ou defeito na captação cortical do traçador usualmente nos pólos.
• Anomalias no número ou na posição dos rins, tecido renal ectópico: DMSA-. Ectopia renal cruzada, rins em ferradura, agenesia renal unilateral, rins supranumerários.
• Determinação da função renal absoluta e relativa.
– Função renal absoluta. Determina a quantidade absoluta de DMSA- que se concentrou em cada um dos rins. O índice de função renal absoluta é medido seis horas após a injeção do radiofármaco e varia de acordo com a metodologia empregada em cada serviço, mas usualmente encontra-se na faixa de 24 a 30% (percentual da dose total injetada que é captada por cada rim em condições normais).
– Função relativa. Consiste em determinar o percentual de captação de DMSA- ou DTPA- ou MAG3- por um rim em relação ao outro. Portanto, a soma das captações de ambos os rins é sempre igual a 100%. O valor normal varia de 44 a 56% da função total para cada rim. Sua utilização é maior nos casos de doença unilateral.
• Obstrução da junção pieloureteral ou ureterovesical: DTPA- ou MAG3- com furosemida.
– A furosemida (lasix) é injetada EV na dose de 1 mg/kg (dose máxima de 80 mg) quando é visualizada a máxima distensão da pelve renal, como estímulo diurético. Em pacientes com importante comprometimento da função renal (< 20% da DCE) é difícil avaliar a resposta diurética à furosemida (efeito tubular) com o agente glomerular (DTPA-), por isso, é preferível o uso do MAG3-.
• Diagnóstico pré-natal de hidronefrose pela ultra-sonografia.
– Em recém-nascidos é indicado MAG3- (ver Radiofármacos) e furosemida.
• Avaliação pós-operatória de um sistema previamente obstruído: DTPA- ou MAG3- e furosemida.
• Distensão do sistema calicinal como etiologia de dor lombar: DTPA- ou MAG3- e furosemida.
– Os achados cintilográficos deste e dos três itens anteriores são baseados nas imagens, nas curvas (renograma) e nos padrões de resposta diurética (Tmeio).
· Estudo normal – A ausência de obstrução é caracterizada pela excreção rápida e quase completa do traçador. O Tmeio de eliminação (tempo necessário para eliminar 50% do radiofármaco) é inferior a 10 min.
· Resposta obstrutiva – Não se observa excreção do traçador mesmo após o estímulo diurético (Tmeio > 20 min).
· Dilatação do sistema coletor sem obstrução – O aspecto da curva renográfica após o estímulo diurético pode diferenciar a estase funcional de obstrução. A curva renal permanece ascendente até a injeção de furosemida, quando ocorre uma queda abrupta da radioatividade renal, pela eliminação do traçador retido.
· Estudo indeterminado – Tmeio de 15 a 20 min, com excreção lenta do traçador pelo rim. Pode representar uma obstrução parcial ou resposta inadequada ao diurético por déficit de função renal (filtração glomerular menor do que 16 ml/min) ou por dilatação excessiva do sistema coletor. Um sistema coletor não obstruído, mas muito dilatado, com função renal relativamente boa, pode demonstrar drenagem lenta do traçador (Tmeio > 20 min prolongado) mesmo sem obstrução.
• Diferenciação entre estenose da artéria renal e hipertensão renovascular:
DTPA- (usado na rotina dos laboratórios) ou MAG3- (preferido em pacientes com creatinina elevada devido a sua maior extração pelos rins) com teste de captopril e em condições basais, realizados em dias separados.
– O critério diagnóstico mais específico para hipertensão renovascular são as alterações cintilográficas induzidas pelo captopril em comparação ao estudo basal. Os testes são classificados em baixa, intermediária e alta probabilidade de hipertensão renovascular.
· Baixa probabilidade: a cintilografia com captopril normal indica baixa probabilidade para hipertensão renovascular (menor do que 10%) e exclui a necessidade do estudo basal para comparação.
· Probabilidade intermediária: a cintilografia renal basal é alterada mas não se modifica após o uso de captopril. Nesse grupo estão incluídos alguns pacientes azotêmicos e hipertensos com atrofia renal e grave perda funcional.
· Alta probabilidade: a cintilografia renal com captopril demonstra importantes alterações em comparação ao estudo basal, indicando alta probabilidade de hipertensão renovascular (maior do que 90%). As alterações cintilográficas que caracterizam a hipertensão renovascular são a piora da curva renográfica, a redução na captação relativa do radiofármaco pelo rim afetado, o prolongamento do tempo de trânsito parenquimatoso renal e a redução do pico de atividade máxima após o uso do captopril.
• Diagnóstico de refluxo vesicoureteral em pacientes com história familiar, em mulheres com infecção do trato urinário, avaliação após tratamento medicamentoso ou cirúrgico, avaliação seriada da disfunção vesical para refluxo (bexiga neurogênica).
– A cistografia radioisotópica é realizada com radiofármacos que não são absorvidos pela mucosa vesical, como o enxofre- coloidal ou o DTPA-. Expõe cem vezes menos o paciente à radiação do que a uretrocistografia miccional (UCM) com raio-X e permite a realização de imagens contínuas durante o enchimento vesical, a micção e após a micção sem a exposição adicional à radiação e com maior sensibilidade na detecção do refluxo.
– Pode ser realizada com cateterização vesical (cistografia direta) e instilação do radiofármaco e soro fisiológico até a distensão da bexiga ou por meio da injeção endovenosa do radiofármaco (cistografia indireta) para avaliação da função renal, drenagem urinária e detecção do refluxo. A cistografia direta é o método de escolha na investigação do refluxo vesicoureteral. Embora a cistografia indireta apresente a vantagem de não necessitar de sondagem vesical, ela depende da cooperação do paciente e é menos sensível do que o método direto (41% de falso-negativo).
• Detecção precoce das complicações dos transplantes renais.
– Cintilografia do fluxo renal com DTPA-
· Deve-se realizar, de rotina, um estudo no primeiro ou no segundo dia pós-operatório, considerado “estudo basal”, com o qual são comparados os estudos subseqüentes. Um único estudo isolado é freqüentemente inconclusivo, a não ser em situações específicas, como na trombose vascular e na fístula urinária.
• Pode ser especialmente importante nos pacientes com alergia a contrastes iodados.

 

 


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