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CONHECENDO A NEOPLASIA PAPILAR E A FOLICULAR

Carcinoma papilar da tiroide

Constitui 80% dos canceres da tiroide. É um tumor maligno com bom prognóstico (sobrevivência de mais de 10 anos em 95% dos casos). Pode, no entanto, em alguns casos, ser fatal, evoluindo com metástases para outros tecidos, tais como: os ossos e os pulmões

O carcinoma papilar ou papilífero é muito mais provável em individuos expostos a altas doses de radiação ionizante.

Esta neoplasia têm o seu pico de incidência em mulheres jovens (20-40 anos).

São frequentes as mutações nos genes dos receptores de tirosina-cinase RET.

Microscópicamente este tumor é identificado através da morfologia dos núcleos das suas células, que têm aspecto de vidro esmerilado, claros como se vazios, devido à dispersão da sua cromatina. São frequentes os corpos psamomatosos, agregações concêntricas de matéria calcificada. O tecido neoplásico frequentemente forma papilas, mas mais raramente pode formar folículos como o carcinoma folicular. Este subtipo, denominado carcinoma papilar-folicular, distingue-se do carcinoma folicular apenas pelos núcleos vidrados, mas o seu comportamento é semelhante ao do carcinoma papilar de verdadeira morfologia papilar, e portanto pertence a este grupo. Outras variantes infrequentes são a encapsulada, que é rodeada de tecido conjuntivo espesso; e a de células altas, cujas células são cilíndricas e não cúbicas.

 Clínica

É geralmente assimptomático nos estágios iniciais, não produz hormonio. Nos estágios avançados a massa tumoral pode comprimir a laringe e o esófago, alterando a voz e produzindo tosse, disfagia ou dispneia. As metástases são usualmente pela via linfática e alojam-se nos gânglios linfáticos regionais.

Terapêutica

O prognóstico deste tipo de cancer está entre os melhores. 95% dos doentes sobrevivem mais de dez anos, e uma maioria cura-se completamente com tratamento.

O tratamento consiste em tiroidectomia (remoção da tiroide), terapia com hormonios tireoideanos sintéticos e técnicas da medicina nuclear, com administração de altas doses de iodo radioactivo, a radioiodoterapia visando a eliminação das metastases, uma vez que o tumor papilifero apresenta alta afinidade pelo iodo e o iodo radioativo, produz emissões radioativas do tipo beta, que destrõem o remanescente e as metastases do tumor.

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FOLICULAR

Carcinoma folicular da tiroide

É um tipo de cancro da tiroide com prognóstico intermédio (mortalidade 10%). Constitui cerca de 15% dos cancros da tiroide (é o segundo tipo mais frequente).

Este tipo de carcinoma da tiroide é mais frequente em áreas cujas populações têm dietas pobres em iodo. A água do mar é rica em iodo, mas as regiões afastadas do mar, como montanhas, têm pouco iodo nos solos. A privação de iodo leva ao bócio multinodular, que pode levar ao desenvolvimento do carcinoma folicular.

O pico de incidência é em mulheres de meia-idade (com 40-60 anos).

Cerca de metade destas neoplasias têm mutações em pelo menos um gene tipo RAS (um oncogene).

Forma nódulos bem delimitados e encapsulados. É de difícil distinção da hiperplasia nodular da tiroide, um tipo de adenoma (benigno). A distinção faz-se em última análise pela detecção de infiltração da cápsula ou dos vasos sanguíneos. Este tipo não metastiza via linfáticos, mas pelo sangue. Os seus núcleos são escuros e não apresentam corpos psamomatosos. Forma folículos geralmente imperfeitos, com colóide (secreção), mas não secreta hormona. Por vezes detectam-se células com citoplasma abundante granular, células de Hürtle, que também se identificam nos adenomas.

Clínica

São assimptomáticos. Podem metastizar para o pulmão, osso, fígado e outros locais, via sanguínea. No estágio avançado pode haver sintomas relativos à compressão da laringe ou esófago pelo tumor..

Terapêutica

O prognóstico é menos bom que o da variante papilar. Se o tumor não é invasivo, a taxa de sobrevivência (10 anos) é de 90%, mas mais de metade atingida pela variante mais invasiva morre. A terapêutica consiste na tiroidectomia, administração de hormona sintética e de iodo radioactivo.

Endereço: Alameda dos Buritis, nº 600, Centro. Goiânia - Goiás

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